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Quanto mais amigos no Facebook, menos a pessoa fala sobre política, diz estudo

 

Quanto maior o grupo social de uma pessoa no Facebook, menos ela fala sobre política. Essa é a conclusão de um estudo feito por um trio de pesquisadores da University of Michigan e da Howard University, nos Estados Unidos, com 442 universitário e publicado em um artigo no periódico Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.

O que quer dizer: quem teoricamente está falando com mais pessoas, está falando menos coisas sérias.

A pesquisa analisa como a quantidade de amigos influencia em posts sobre assuntos controversos, como política e direitos dos homossexuais, e conclui que atualizações deste tipo ficam mais raras em perfis mais populares. Ser membro de alguns grupos específicos também conta: participantes conservadores ou religiosos postam menos sobre gays, por exemplo — por lá a opinião pública dominante é a favor dos direitos dos homossexuais.

Mulheres também escrevem menos sobre política do que homens, segundo a pesquisa.

O resultado do estudo pode ser olhado por um ângulo bem recente, o do narcisimo acidental – se tudo o que queremos são likes e reações (de preferência positivas), um grupo grande de amigos no Facebook traz menos coerência ao discurso geral, diminuindo a possibilidade de que um comentário polêmico ser 100% bem recebido. Medo de conflitos e auto-censura são motivadores da diminuição de política nos feed.

“Como o desejo dos usuários de serem vistos de uma forma favorável foi identificado como uma das motivações mais fundamentais de usar o Facebook… o número de amigos no Facebook é associado negativamente com [esse tipo] de discussão”, afirmam os pesquisadores.

O que não significa que esses universitários não se envolvam com política: outro estudo citado pelo Daily Dotconcluiu que existe um “relação forte e positiva entre uso de redes sociais e o engajamento político de jovens“, falando sobre a Austrália, os EUA e o Reino Unido.

A gente sabe bem que aqui em terras brasileiras que essa relação é fortíssima: 2013 foi o ano em que a internet — aquele lugar de alienados e ativistas de sofá — respingou no mundo real e fez BUM. A galera saiu do Facebook (e usou o Facebook) para ir pra rua e todo mundo sabe como foi, embora ainda tenha muita coisa pra acontecer.

A política vai ser assunto inescapável este ano — e em boa parte, nos feeds, ela deve vir como piada. Mas isso não é exatamente problema. A gente já disse e reafirma: 2014 é o ano da eleição mais meméticas que o Brasil já viu. Se o humor é a linguagem da internet [e é] os memes são uma forma básica de falar sobre política, seja no Facebook ou no Twitter (os próprios candidatos devem tentar apropriar essa linguagem).

Tem a hora do meme e tem a hora do protesto. E prepare-se que 2014 vai ser looongo.

(Via Youpix )

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