Os dois estão realmente bem em cena. O espectador compra a ideia de que eles se detestam, em um primeiro momento, para depois começar a torcer para que eles deixem as diferenças de lado e se amem.
É claro que, nesse amor entre tapas e beijos, nunca há espaço para criar um drama humano e profundo, por mais que o diretor Gluck tente dar alguma profundidade à personagem de Sweeney, Bea.
O que funciona aqui é a comédia romântica pura e simples, com pessoas dentro dos padrões impostos de beleza viajando pela Austrália.
Dessa forma, Todos Menos Você fica na corda bamba muitas vezes. É bonitinho quando se propõe a mostrar o amor de idas e voltas, mas perde a noção em piadas que caberiam em American Pie .
Rende boas risadas quando faz graça da situação, mas perde toda sua força quando tenta encaixar um drama que não tem lugar ali.
É um filme para passar o tempo, do qual já sabemos o final desde a primeira cena - e que tem como mérito, acima de tudo, ajudar a resgatar esse gênero que estava se perdendo e que, agora, tem tudo para ser pop de novo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



