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Promotoria instaura inquérito para apurar desabamento em obras do metrô de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da cidade de São Paulo instaurou nesta sexta-feira (13) um inquérito para apurar as circunstâncias do desabamento no canteiro de obras da futura estação Bela Vista da linha 6-laranja do metrô, ocorrido nesta quinta-feira (12).

Segundo nota divulgada pelo órgão, o procedimento tem por objetivo levantar causas, responsáveis e eventual omissão na fiscalização do empreendimento.

"A Promotoria quer saber, por exemplo, quais providências já foram adotadas pela concessionária Linha Uni e qual construtora estava à frente das obras. Do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, requereram-se dados sobre riscos e providências a serem tomadas a fim de se evitar novas intercorrências e assegurar a integridade dos moradores, transeuntes e imóveis localizados nos arredores", disse a Promotoria.

O órgão do Ministério Público de São Paulo também deu prazo de dez dias para que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) envie cópia do contrato da Parceria Público-Privada celebrada para a construção da linha 6–laranja e de todos os relatórios de fiscalização, além de informações sobre medidas voltadas a encontrar as razões do incidente e sobre eventuais medidas administrativas adotadas em relação à concessionária.

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Linha Uni disse em nota que, durante a passagem da tuneladora sul no poço VSE Almirante Marques, houve um solapamento parcial do solo dentro do canteiro de obras.

"Por medida de segurança, a área ao redor do poço já havia sido isolada. Não há feridos e o ocorrido não oferece riscos à população", afirmou a concessionária.

Prometida inicialmente para começar em 2010, a obra da linha 6 sofreu uma série adiamentos e efetivamente teve início em 2015, com previsão de entrega em cinco anos depois. Porém, a construção acabou paralisada em 2016, sendo retomada em 2020 com a atual concessionária.

Houve ainda a interrupção inesperada de sete meses em parte dos trabalhos, quando uma outra cratera afundou o asfalto na marginal Tietê, em fevereiro de 2022, por causa do rompimento de uma tubulação de esgoto.

Quando pronta, a expectativa é que a linha, de 15 estações, transportem 630 mil pessoas diariamente.

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