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Preso suspeito de ter destruído o carro usado no assassinato de Marielle Franco

Por Folha de São Paulo

28/02/2024 20h30 — em
Variedades



RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam nesta quarta-feira (28) um dono de ferro-velho suspeito de ter feito o desmanche e descartado o carro usado nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 2018.

Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha, foi preso em casa em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do suspeito até a publicação deste texto.

Ele foi denunciado pela Promotoria em agosto de 2023. Segundo o texto, ele teria impedido e atrapalhado as investigações do caso ao destruir o carro em um desmanche no morro da Pedreira, na zona norte do Rio.

Ainda de acordo com os promotores, o suspeito é conhecido de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, ambos presos desde 2019, acusados de matar a vereadora e seu motorista.

Em sua delação, Queiroz afirmou que Orelha foi acionado pelo ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, para se livrar do veículo usado no atentado. Suel também está preso por envolvimento no crime, desde julho do ano passado.

Ainda de acordo com o depoimento, Orelha tinha contato com pessoas que possuem peças de carros. Na delação, o ex-PM disse ainda que, dois dias depois do assassinato, ele e Ronnie levaram Orelha até o local onde estava o veículo, em uma praça em Rocha Miranda, na zona norte do Rio.

Élcio de Queiroz narrou ainda que ficou sabendo por meio de Suel de que o Cobalt branco usado no crime foi para o "morro da Pedreira", onde havia um desmanche de veículos.

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi assassinada no centro da cidade, junto com o motorista Anderson Gomes na noite de 14 de março de 2018. O carro em que Marielle estava -- e que era conduzido por Anderson -- foi alvejado por 13 tiros. Os motivos e os mandantes do crime permanecem desconhecidos.

Orelha foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, na zona portuária do Rio. Em seguida, será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.


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