SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os mais de cem parques públicos da capital paulista deverão retomar suas atividades em breve. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6), no Palácio dos Bandeirantes, que sua gestão está discutindo com a vigilância sanitária as regras de reabertura e que a data será anunciada até sexta-feira (10). Os locais estão fechados desde 21 de março por determinação da prefeitura para tentar frear a disseminação do novo coronavírus. A cidade já reabriu, porém, seu comércio de rua, seus shoppings, seus salões de beleza, seus restaurantes e bares, seus clubes sociais e se prepara para reabrir academias e cinemas. Até esta segunda-feira, a capital contabilizava oficialmente 171.169 casos de Covd-19 e 7.608 mortes. Covas adiantou que, inicialmente, os parques ficarão abertos somente durante a semana e em horário reduzido, para evitar aglomeração. "Eu queria mais uma vez reforçar que, apesar de a cidade de São Paulo estar nesta fase de reabertura - passamos por quatro semanas na fase dois, agora entramos na terceira semana da fase três - a pandemia continua na cidade, no estado e no Brasil", disse o prefeito, que participou da entrevista com o governador João Doria (PSDB). "Queria pedir à população cautela, que entenda que ainda não é o momento de comemorarmos o fim da pandemia, para que se possa evitar cenas como tivemos no Rio de Janeiro, em Londres e em outros locais mundo afora...Essa fase de flexibilização não se confunde com a comemoração com o fim da pandemia na cidade de São Paulo." A utilização de máscaras e o distanciamento social de pelo menos 1,5 metro serão algumas das exigências aos frequentadores. No estado de São Paulo, a recomendação é que as pessoas consideradas como grupo de risco --idosos e doentes crônicos --devem permanecer em quarentena. A capital paulista está na fase 3-amarela desde 26 de junho, de acordo com o Plano São Paulo. Grandes eventos podem ser adiados A prefeitura discute internamente o que fazer em relação a grandes eventos, como o réveillon na Paulista, o Carnaval, a Parada do Orgulho LGBTI (adiada de junho para novembro) e a Virada Cultural (adiada de maio para setembro). "A principal preocupação é qual a previsibilidade que nós temos da doença em relação a estas datas para avançar em qualquer tipo de planejamento e evitar desperdício de recurso público", afirma Covas. A Virada Cultural poderá ser transformada em um evento on line. Apesar de não ter uma definição, a prefeitura não descarta o adiamento dos eventos.