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Prefeitura de SP autoriza construtora a derrubar 384 árvores no Butantã

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um acordo com a Prefeitura de São Paulo, a construtora Tenda poderá cortar 384 árvores na avenida Guilherme Dumont Villares, no Butantã, zona oeste paulistana. No local, a empresa deverá construir quatro torres com nove andares cada —serão mais de 700 apartamentos de 31 e 33 metros quadrados.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a construtora firmaram um TCA (Termo de Compromisso Ambiental) no qual prevê o corte das árvores, inclusive as 128 nativas.

Em compensação, a empresa deverá plantar 221 mudas de espécies nativas, na mesma região. Segundo a prefeitura, o replantio deverá ser feito somente após o término das obras, que ainda não foram iniciadas.

Além disso, a Tenda deverá repassar ao repassar quase R$ 2,5 milhões, o equivalente ao preço de 530 mudas, para o Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema), vinculado à Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

O dinheiro poderá ser utilizado para a prefeitura fazer jardins em calçadas e benfeitorias em áreas verdes, como parques.

Em nota, a Tenda diz que o projeto do empreendimento Max Vila Sônia foi devidamente aprovado pela prefeitura, com tramitação regular junto à Secretaria Municipal de Habitação e à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

"Ressalta, ainda, que o processo de aprovação contemplou a compensação arbórea por meio de plantio no próprio empreendimento e junto ao Fundo Especial do Meio Ambiente, conforme determina a Legislação Municipal", disse a empresa.

A empresa não informou quando deverá começar a derrubada das árvores.

O acordo tem sido alvo de protesto de moradores em razão da autorização para derrubada de árvores. No Alto da Lapa, por exemplo, um grupo, que se intitula Salve o Bosque, protesta contra o aval da gestão Nunes para a construtora Tegra retirar 118 árvores do chamado Bosque dos Salesianos e construir prédios residenciais.

O terreno fazia parte da Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), que o vendeu para a Tegra no início de maio de 2024.

Em uma agenda de Nunes no bairro, no último dia 6, moradores se posicionaram contra a obra, portando cartazes com dizeres como "Assassinaram o Bosque" e "A Lapa está de luto".

Nunes reagiu aos protestos e disse "larga de ser babaca" a um dos manifestantes.

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