Início Variedades Prefeitura amplia prazo e pode ter ônibus de até 13 anos circulando por São Paulo em 2025
Variedades

Prefeitura amplia prazo e pode ter ônibus de até 13 anos circulando por São Paulo em 2025

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão Ricardo Nunes (MDB) decidiu esticar o uso de ônibus com mais de dez anos na cidade de São Paulo até o fim de 2025.

Em despacho publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (27), a Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana aprovou um termo da SPTrans que permite a operação de veículos de ano/modelo 2012, 2013 e 2014 e de miniônibus ano/modelo de 2015, 2016 e 2017 no próximo ano.

Na prática, a decisão significa que passageiros podem usar ônibus de até 13 anos, acima do limite municipal de dez anos para a circulação destes veículos.

Na justificativa para a medida, a SPTrans, responsável pela gestão do sistema de ônibus paulistano, afirma que a baixa dos veículos desses anos e modelos representaria uma redução da frota que comprometeria a execução dos serviços de transporte público.

Em nota, a SPtrans afirma que mantém o investimento na renovação da frota com a inclusão de mais novos ônibus.

"De 2021 até agora, foram 3.402 veículos incorporados ao sistema de transporte municipal. O texto publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (27) permite às concessionárias planejar a aquisição dos veículos elétricos sem impacto na operação das linhas. Atualmente, a frota municipal conta com 2110 veículos fabricados entre 2012 e 2017. Por determinação da SPTrans, eles são utilizados preferencialmente na reserva técnica das concessionárias", diz o comunicado,

Reportagem da Folha mostrou que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na semana passada, um projeto de lei que flexibiliza as regras para renovação da frota de ônibus por veículos elétricos na cidade de São Paulo.

De acordo com o vereador Milton Leite (União Brasil), autor do projeto, há atualmente 3.500 ônibus com prazo de validade vencidos na cidade, ou seja, com mais dez anos de uso.

Na prática, o projeto desobriga as empresas a comprarem apenas ônibus elétricos para renovação da frota --medida que está em vigor desde outubro de 2022, quando a SPTrans (estatal que administra o transporte público municipal na cidade) determinou que não fossem mais adquiridos veículos movidos a combustão para renovação da frota.

Pela nova lei, metade dos ônibus novos pode ser movida a combustível fóssil.

Os outros 50% terão de ser, obrigatoriamente, equipados com propulsores e/ou combustíveis que apresentem menor impacto poluidor em comparação com os convencionais substituídos, independente da tecnologia --no caso, os elétricos adotados hoje, cuja frota atual é de 290 coletivos movidos a bateria.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?