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Policial civil e ex-servidor são presos em operação contra milícia no RJ

Por Folha de São Paulo

02/09/2025 10h00 — em
Variedades



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um policial civil e um ex-servidor público estão entre os alvos de uma operação deflagrada nesta terça-feira (02) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, contra milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense.

Cinco são investigados e três já foram presos na operação desta terça-feira (02). Em nota, o MP informou que, com apoio da Polícia Civil fluminense, cumpre cinco mandados de prisão e dois de busca e apreensão contra supostos integrantes de uma milícia com atuação em Queimados. O órgão não divulgou a identidade dos investigados.

Policial civil da ativa, servidor público e outros três suspeitos foram denunciados por formação de milícia privada e extorsão qualificada. Segundo as investigações, eles ameaçavam e extorquiam comerciantes e mototaxistas nos bairros de Fanchem, Porteira e Paraíso, no município fluminense.

Sob ameaça armada, milicianos exigiam pagamento de "taxa de segurança" e recolhiam as chaves de motocicletas como forma de coação, segundo MP. "Para dar aparência de legalidade às cobranças, os criminosos usavam a fachada de uma empresa denominada 'Mibius Segurança Privada', que distribuía cartões com telefones e chaves PIX para recolhimento das quantias extorsivas", divulgou o órgão.

Policial denunciado foi preso durante operação desta terça-feira (02). Conforme a denúncia, ele era o responsável por fornecer armas à milícia e tentar impedir a prisão de comparsas.

Já ex-servidor era lotado na Prefeitura de Queimados e atuava como motorista do grupo com o carro do Conselho Tutelar municipal, segundo as investigações. Ele também é acusado de repassar informações e intermediar encontros entre os líderes da milícia. Questionados, o MP e a Polícia Civil não confirmaram se o investigado também foi preso na operação desta terça-feira (02).

Operação foi deflagrada após prisões em flagrante de outros envolvidos com o grupo criminoso, de acordo com a Polícia Civil. A partir de celulares apreendidos e outras diligências, a distrital conseguiu aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da milícia, conforme divulgado pela corporação em nota.


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