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Polícia prende suspeito de vender itens para produção de bebidas falsificadas em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prenderam nesta sexta-feira (3) um suspeito de fornecer insumos para a falsificação de bebidas alcoólicas no estado. A ação aconteceu na zona norte da capital, no âmbito das investigações sobre a venda de bebidas supostamente contaminadas com metanol.

O homem é suspeito de comercializar garrafas, tampas, rótulos, caixas e selos falsificados.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), trata-se de um dos principais fornecedores de material falso. Ele abasteceria falsificadores em várias regiões do estado, principalmente no interior. Ele foi autuado por crimes contra a propriedade industrial e contra as relações de consumo.

Conforme a investigação, o suspeito montou uma rede para comprar garrafas de bebidas alcoólicas, que eram lavadas e recebiam rótulos, tampas e selos falsos. Na sequência ocorria o envase, e as garrafas eram colocadas em caixas iguais às originais.

A polícia afirma que também investiga outros envolvidos no esquema, como gráficas que produzem os rótulos e fabricantes de tampas, bem como os compradores do material.

As polícias Civil e Federal e a Vigilância Sanitária atuam ainda na fiscalização de estabelecimentos que comercializam bebidas supostamente contaminadas por metanol.

Mais de 2.500 garrafas apreendidas nesses comércios estão em análise pela Polícia Técnico-Científica. Segundo SSP, foi montada uma força-tarefa para verificar se há presença de metanol nas amostras.

As análises passam por duas etapas. A primeira, chamada de documentoscopia, avalia os aspectos externos da embalagem, como lacre e rótulo. Na sequência é feita a análise química do líquido. Por fim, os laudos são enviados para a Polícia Civil, que segue com a apuração.

Segundo a SSP, não há prazo para que a Polícia Civil divulgue os resultados das análises das garrafas, nem das causas de morte suspeitas investigadas.

CASOS EM SÃO PAULO

O Governo de São Paulo afirmou nesta sexta (3) que o estado registra 102 casos, entre investigados e confirmados, de intoxicação por metanol. São 11 os casos confirmados, com uma morte na capital paulista.

Outros 91 casos estão em análise, entre eles oito mortes: cinco na capital, duas em São Bernardo do Campo (ABC) e uma em Cajuru (a 298 km da capital).

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