SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar Ambiental e o Ministério Público de São Paulo fazem na manhã desta terça-feira (25) operação contra influenciadores que promovem a fabricação e soltura ilegal de balões de grande porte. O homem que morreu na explosão de uma casa no Tatuapé (zona leste de SP), onde eram armazenados ilegalmente fogos de artifícios usados em balões, é um dos investigados.
A Operação Bancada cumpre 31 mandados de busca e apreensão em São Paulo e região metropolitana e o objetivo é desarticular toda a estrutura da atividade criminosa, impedindo que novos artefatos sejam confeccionados e soltos. Além dos mandados, a Justiça determinou a suspensão e o bloqueio de contas e perfis nas redes sociais utilizados pelos investigados.
A investigação durou seis meses e identificou os principais responsáveis pela prática criminosa, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
"Além de confeccionar e vender os balões, os suspeitos ainda promoviam a ação nas redes sociais, fazendo com que o ato, que coloca o meio ambiente e a vida das pessoas em risco, causando incêndios e até acidentes aéreos, fosse normalizado", diz a investigação.
A fabricação, armazenagem, transporte ou soltura de balões é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Segundo a investigação, foi solicitado à Justiça a suspensão das redes sociais dos investigados pois essas páginas eram responsáveis por impulsionar o engajamento e a monetização do "conteúdo criminoso".
Um dos investigados era Adir de Oliveira Mariano, 46, morto em 13 de novembro após explosão em um imóvel no Tatuapé, que armazenava ilegalmente fogos de artifício usados em balões.
A explosão deixou ainda dez pessoas feridas e um rastro de destruição no bairro, com diversos imóveis danificados, sendo que 13 estão interditados, e veículos destruídos.
Ele tinha dois registros na polícia por soltar balões, um em 2011 e outro em 2012. Em uma das ações ele foi absolvido.

