Compartilhe este texto

Polícia faz operação contra acusados de espalhar racismo e antissemitismo nas redes

Por Folha de São Paulo

16/12/2021 10h36 — em
Variedades



RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (16) a operação Bergon para prender integrantes de um grupo acusado de disseminar discussões racistas e antissemitas em redes sociais. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão e 31 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a polícia, as investigações duraram sete meses e descobriram um grande volume de conteúdo racista direcionado a negros e judeus, inclusive com diálogos que incitavam violência contra esses grupos. Além disso, o conteúdo mostra que o grupo cooptava simpatizantes e treinava novos integrantes.

Em maio deste ano, um dos alvos da operação foi identificado por usar um aplicativo para propagar discursos racistas e atrair novos membros por meio de ameaças a judeus e a pessoas negras.

À época, a DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima) pediu a prisão temporária do suspeito e a expedição de mandado de busca e apreensão, bem como quebra do sigilo de dados.

A operação tem como alvo 15 pessoas que moram no Rio e nove que vivem em São Paulo. A operação se chama Bergon em referência à freira francesa Denise Bergon, que escondeu crianças judias em seu convento durante a Segunda Guerra Mundial. Ela evitou, assim, que os jovens fossem capturados e mortos pelos nazistas.

O Brasil vive atualmente uma escalada no número de células neonazistas, assim como uma explosão de denúncias de discursos que exaltam essa ideologia de ultradireita nos meios digitais.

De 2015 a maio de 2021, células neonazistas saltaram de 75 para 530, segundo monitoramento feito pela antropóloga Adriana Dias, que pesquisa há duas décadas as atividades desses grupos no Brasil.

Já um levantamento na Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos da plataforma Safernet Brasil contabilizou uma explosão de denúncias sobre conteúdo de apologia do nazismo nas redes. Em 2015, foram 1.282 casos, ante 9.004 em 2020 -um crescimento de mais de 600%.


Siga-nos no
O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

ASSUNTOS: Variedades

+ Variedades