SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças especiais da Polícia Militar fazem na manhã desta terça-feira (17) operação na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, para cumprir 34 mandados de prisão contra traficantes da facção Comando Vermelho, provenientes de outros estados, principalmente Ceará e Goiás, que buscariam refúgio na região.
Moradores relatam tiroteio e falta de luz. Escolas e unidades de saúde estão fechadas.
Até o final da manhã, um suspeito havia sido morto, dois ficaram feridos e outro foi preso. Durante a operação, foram apreendidos 40 tabletes de cocaína, dois revólveres, munições e uma estufa utilizada para o cultivo de maconha, localizada na parte alta da comunidade.
Vítor dos Santos Lima, conhecido como Playboy, apontado como segurança do traficante John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo, chefe do tráfico na Rocinha foi morto na ação.
Segundo Alberico Montenegro, advogado da família, Vítor teria tentado se render, mas acabou atingido. "Queremos que a polícia faça somente o trabalho dela, que é prender", afirmou o advogado, que ainda criticou a suposta falta de câmeras corporais nos policiais, apesar da determinação do STF.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que "os agentes envolvidos na operação estão utilizando câmeras corporais. Ainda assim, denúncias sobre irregularidades podem ser feitas anonimamente através da Ouvidoria da corporação pelo telefone (21) 2334-6045, e-mail [email protected], ou na Corregedoria Geral pelo telefone (21) 2725-9098 ou site www.cintpm.rj.gov.br".
A ação tem a participação do Ministério Público, policiais do Bope, do Batalhão Tático de Motociclistas e do Grupamento Aeromóvel. Grupamentos de ações táticas de 11 batalhões também estão na Rocinha.

