BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A partir desta quinta-feira (25), a Polícia Militar de Minas Gerais irá abordar pessoas que estiverem sem máscara ou que não estejam obedecendo as regras do distanciamento social, atuando nos 853 municípios do estado. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema (Novo) nesta quarta, em transmissão nas redes sociais. A fiscalização seguirá o que é previsto na legislação de cada município. "A polícia não vai prender ninguém, não vai multar, mas vai estar orientando. Quem estiver sem máscara, vai ter de providenciar uma máscara. Quem estiver fazendo abuso da proximidade social, vai ter de corrigir a sua situação", explicou Zema. Com 90% dos leitos de UTIs do estado ocupados, 16,2% com casos relacionados à Covid-19, Minas tenta ampliar leitos para evitar um colapso no sistema. O estado chegou a 771 mortes e 31.343 casos nesta quarta. No dia anterior, foi registrado o maior número de mortes em um dia: 51. Até então, o estado nunca havia superado a marca de 40 mortes em um registro. Segundo o secretário de saúde, Carlos Eduardo Amaral, dentro das 14 macrorregiões ainda há leitos suficientes, sendo possível remanejar pacientes dentro da sua região, em cidades próximas. Ele ressaltou ainda o estado está ampliando as vagas. O governador voltou a afirmar, em sua fala ao vivo, que Minas é o segundo estado mais seguro do Brasil e que só Mato Grosso do Sul tem desempenho melhor. Em uma analogia com futebol, ele disse que o jogo está apenas começando, na primeira etapa do primeiro tempo e não está ganho. "Nós temos conduzido bem, até o momento, a questão da pandemia. Minas Gerais é o segundo estado com melhor desempenho do Brasil no que diz respeito a óbitos por 100 mil habitantes, mas nós não vencemos ainda o jogo. O jogo só vai ser vencido, quando o coronavírus for embora e ainda falta muito tempo para isso chegar", afirmou. Ele afastou a possibilidade de um lockdown geral no estado, dizendo ser como pouco provável, mas disse que há 90% de chances de "alguma cidade, em algum momento, ter que fechar". A decisão caberia aos prefeitos. Zema ressaltou que o estado é muito grande, com situações muito diferentes e que a chance de fechamento ser adotado é grande. Ele citou Uberlândia, Araxá e Patos de Minas como exemplos - as cidades adotaram medidas mais restritivas. Em entrevista à Globo News na manhã de terça, Zema lamentou a ausência de uma orientação nacional, de forma mais incisiva por parte do Ministério da Saúde, desde o início da pandemia. O governador, que se mantém próximo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), diz que isso poderia ter evitado discrepância na situação enfrentada pelos estados agora.