SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Operação visou combater desmatamento ilegal e o comércio irregular de madeira extraída da Terra Indígena Araribóia, localizada no sudoeste do Maranhão.
A ação ocorreu entre os dias 5 e 8 de fevereiro e apreendeu 303 m³ de madeira serrada, além de cinco armas de foto e seis motosserras.
Quarenta pessoas foram abordadas pelas equipes da Polícia Federal, Ibama, Funai, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Maranhão, que atuaram em conjunto.
Investigados irão responder por receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, utilização ilegal de motosserra, porte irregular de arma de fogo, entre outros.
A destruição de duas serralherias ilegais foi fotografada pela PF.
IBAMA TERÁ FOCO EM FINANCIADORES DE ILEGALIDADES
A tragédia yanomami em Roraima chamou a atenção para ilegalidades que ocorrem em outras terras indígenas, incluindo a invasão e exploração ilegal dos recursos das terras protegidas.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai trabalhar para identificar financiadores do maquinário tanto no garimpo em Roraima, como em outras localidades.
"O planejamento tem que ser feito pensando no conjunto da obra. Tem uma prioridade: a Terra Indígena Yanomami, a Terra Indígena Munduruku, a Terra Indígena Kayapó. E tem outras operações de rotina acontecendo também", declarou Marina Silva.

