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Pela primeira vez em 44 dias, Araraquara não registra morte por Covid

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Pela primeira vez desde o dia 10 de fevereiro, Araraquara (a 273 km de São Paulo) passou 24 horas sem registrar um óbito provocado pelo novo coronavírus. O boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura nesta sexta-feira (26) mostrou ainda que o total de novos casos de Covid-19 registrados na cidade, que se tornou símbolo do avanço da variante brasileira no interior de São Paulo, está em queda. Araraquara tem 318 mortes causadas pela doença desde o início da pandemia e tem registrado queda no total de casos, internações e óbitos após ter decretado lockdown. As mortes se aceleraram na cidade a partir do final de janeiro, quando foi detectada a circulação da nova variante do coronavírus no município, que se somou à falta de políticas nacionais de combate à pandemia. Em apenas um dia, 5 de março, nove pessoas morreram em decorrência da Covid-19, marca recorde na pandemia. Decretado a partir de 21 de fevereiro, com restrições mais severas nos sete primeiros dias, o lockdown foi a saída vista pela prefeitura para tentar conter o crescimento vertiginoso da pandemia e amenizar a falta de leitos hospitalares para atender os pacientes diagnosticados com a doença. Quinze deles chegaram a ser transferidos para cidades a até 389 quilômetros de distância. Nesta sexta, porém, o cenário é mais confortável, embora inspire preocupação. Há 205 pessoas internadas na cidade, sendo 105 moradores de Araraquara e cem de outras cidades e estados. Dessas, 99 estão em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 117 em enfermarias. A ocupação de UTIs está em 91%, enquanto nas enfermarias o índice é de 81%. A cidade com mais pacientes na região de Araraquara é São Carlos, com 30. Há moradores de outras 33 localidades, incluindo Naviraí e São Gabriel do Oeste (MS), Palmas (TO) e Quirinópolis (GO). Foram confirmados nesta sexta 43 casos positivos da doença, o que elevou o total a 16.957 desde o início da pandemia. Como comparação, no dia em que decretou lockdown, a média móvel diária de novos casos era de 189 confirmações. No último dia 21, um mês portanto após a decretação das medidas mais restritivas, a média tinha caído para 80. "Para nós funcionou [o lockdown], e continua funcionando porque estamos com medidas restritivas. É um remédio amargo, mas necessário. Não dá nem para comparar os cenários de antes e agora. Tínhamos por dia quase 200 pessoas sendo positivadas", disse a secretária da Saúde de Araraquara, Eliana Honain.

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