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A frente da Cultura

Os sete principais desafios de Regina Duarte

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A secretária especial de Cultura, atriz Regina Duarte, tem, a partir de agora, uma difícil equação para fechar no atual momento do governo de Jair Bolsonaro. Ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, ex-ocupantes do antigo Ministério da Cultura, que equivale à Secretaria Especial de Cultura de hoje, citaram pelo menos sete pontos que poderiam ajudá-la a ganhar credibilidade em meio aos artistas - que estão sentidos por seguidos ataques de governistas - para, então, voltar a dar relevância ao setor no País.

1. EQUIPE. O primeiro desafio é nomear uma equipe nova, sem alinhamentos ideológicos ou indicados do antecessor Roberto Alvim. O rompimento denotará reprovação às práticas de um secretário que se inspirou no discurso nazista do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, e pode trazer aliados para conseguir convencer a opinião pública de que a cultura vai ser levada a sério pelo governo.

2. ÂNIMOS. Na sequência, há a urgência em se acalmar os ânimos da classe artística e convencê-la de que suas propostas não serão necessariamente alinhadas aos valores pessoais do presidente Jair Bolsonaro, rompido com o setor desde que assumiu o cargo.

3. BOLSONARO. Em terceiro lugar, é igualmente importante que a nova secretária especial de Cultura tente acalmar os ímpetos do presidente Jair Bolsonaro com relação às políticas culturais, convencendo-o de que é preciso ser mais maleável e incluir setores como o LGBT nos programas culturais do País.

4. LEI DE INCENTIVO. Avançar com os processos paralisados da Lei de Incentivo à Cultura, antiga Lei Rouanet, e anunciar publicamente os projetos que serão realizados a partir do próximo semestre. É preciso comunicar os avanços, por menores que sejam, de uma pasta paralisada há mais de um ano.

5. PROJETOS. Avaliar cada área e levantar os projetos que valem a pena ser feitos e os que podem ser incluídos em um planejamento de três anos. Abrir rodadas de discussões pragmáticas com comissões de cada setor para que se entenda as demandas.

6. CANAIS CULTURAIS. É preciso irrigar a sociedade com canais de cultura propriamente dita - com espetáculos de música, teatro, dança, cinema, gastronomia, etc. É necessário ainda entender a dimensão econômica que ela já provou ter. Uma região, como um bairro ou uma pequena cidade, pode ser eleita para receber um projeto piloto. Ele seria monitorado por um período para se verificar qual foi o impacto: os índices de violência e desemprego foram mitigados depois da implementação dos projetos.

7. VERBA PÚBLICA. Se a orientação de Bolsonaro for seguir com a política de prêmios, como o Nacional de Cultura, oferecendo dinheiro direto da pasta para artistas em vez de viabilizar mecanismos de incentivo do mercado, essa estrutura de curadoria deve ser cuidadosa e transparente. Afinal, quem vai escolher os projetos vencedores? Haverá restrições?

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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