BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quarta-feira (17) que vai interromper os experimentos com hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19 no estudo Solidarity, que está sendo realizado em vários países do mundo. Segundo a organização, a revisão feita por um comitê independente e resultados de outros estudos mostraram que não houve redução na mortalidade dos doentes de Covid-19 que receberam a droga. A OMS havia interrompido os estudos há algumas semanas para avaliar a segurança da droga (se ela aumentava a mortalidade), mas, naquele caso, não encontrou sinais de que houvesse risco em usá-la e retomou as pesquisas dias depois. Segundo Ana Maria Henao Restrepo, líder do grupo de pesquisas sobre vacinas, a decisão não afeta as recomendações da OMS sobre o uso do medicamento -segundo a entidade, não há nenhum tratamento comprovado para o tratamento da Covid-19, e a hidroxicloroquina pode causar efeitos adversos sérios que podem levar à morte. A decisão sobre não prosseguir os experimentos é tomada pelo comitê do Solidarity e independente das recomendações da organização. No Brasil, o Ministério da Saúde indica o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos leves e graves de Covid-19, e nesta semana anunciou que vai ampliar a oferta dos remédios também para gestantes e crianças com suspeita da doença no país. A pasta anunciou a medida no mesmo dia em que a FDA (agência que regula medicamentos nos Estados Unidos) revogou a autorização de uso emergencial do medicamento para tratar Covid-19 naquele país.