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Nunes entrega Plano de Metas de SP com reforma na saúde e troca 'implantar' corredores por 'viabilizar'

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), entregou à Câmara Municipal nesta quinta-feira (1º) o plano de metas com duas inclusões. Antes da consulta, o plano apresentado pelo então prefeito Bruno Covas (PSDB), morto em decorrência de um câncer, tinha 75 metas. O novo tem 77.

São elas a número 4 (reformar e/ou reequipar 187 equipamentos de saúde no município) e a número 11 (implantar protocolos integrados de atendimento para a primeira infância).

O plano também tem 30 alterações e 40 novos pontos. As mudanças ocorreram após audiências públicas e consultas à população que, segundo a prefeitura, envolveram 87 horas de discussões e quase 7.000 pessoas.

Por lei, o prefeito tem de apresentar um plano de metas que, após consulta à população, é levado à Câmara Municipal.

Na tarde desta quinta, o prefeito foi à Câmara entregar o plano à Câmara, representada pelo presidente da Casa, Milton Leite (DEM).

Durante o evento, Nunes aproveitou para pedir aos vereadores a aprovação de projetos importantes da gestão, como os planos urbanísticos do centro, Jurubatuba, Tamanduateí e Pinheiros.

O plano é dividido em seis eixos: São Paulo Inovadora e Criativa, SP Global e Sustentável, SP Sustentável, SP Eficiente, SP Justa e Inclusiva e SP Segura e Bem Cuidada.

Para Rafael Calabria, consultor de mobilidade do Idec (Instituto de Defesa de Consumidor), os avanços na área foram tímidos. "A questão mais grave é sobre a questão do corredores, que eles mudaram de 'implantar' para 'viabilizar'. Parece um pequeno detalhe, mas já um anúncio do governo municipal que que talvez não se concluam as obras. Então, talvez a gente acabe os quatro anos sem novos corredores", disse. Pelo plano, a gestão terá que viabilizar 40 km de corredores.

Calabria aponta ainda indicativos de que haja continuidade em privilegiar o transporte individual. "Investimento em asfalto continuam altos no plano de metas, então reforça um cenário do primeiro mandato Doria/Covas de privilegiar o asfaltamento em detrimento do transporte coletivo", disse.

Por outro lado, ele apontou melhor detalhamento de plano cicloviário como ponto positivo.

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