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Número de mortos em confronto na Maré sobe para sete, diz hospital

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Hospital Federal de Bonsucesso informou nesta terça-feira (27) que sete pessoas morreram em decorrência dos confrontos de segunda (26), no Complexo da Maré, zona norte do Rio. O número ainda não foi confirmado pela Polícia Militar.

Em nota, a corporação afirma que são cinco mortos, que teriam envolvimento com o tráfico. A unidade de saúde afirma, porém, que 15 pessoas foram levadas para a emergência, sendo que sete já chegaram mortas.

Nesta terça, um ferido ainda permanecia internado, com estado de saúde estável. Dois foram transferidos para uma unidade estadual e outros cinco foram liberados.

De acordo com a Polícia Civil, 11 pessoas foram presas.

Os tiroteios no conjunto de favelas, que é atravessado por duas das principais linhas expressas da cidade, tiveram início por volta das 5h da manhã, após um baile funk. Segundo a Polícia Militar, 120 agentes foram mobilizados após o setor de inteligência da corporação ter recebido a informação que traficantes pretendiam invadir territórios de uma facção rival, na zona norte.

Assim que a polícia entrou na Vila do João, uma das 16 comunidades do complexo, frequentadores do baile correram. Uma jovem afirmou que foi pisoteada na correria e postou fotos ferida nas redes sociais. Criminosos que estariam na festa deixaram carros para trás. A PM informou que 20 veículos roubados, entre carros e motocicletas, foram recuperados.

Com o tiroteio, a linha vermelha ficou parada por cerca de 30 minutos. Aulas presenciais foram suspensas em 35 unidades de ensino e na Cidade Universitária, o maior campus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

As ações da Polícia Militar se estenderam até o fim da tarde, quando a linha amarela, outra via expressa, foi fechada durante um protesto, por cerca de 10 minutos.

LIVE DE CRIMINOSOS COM REFÉM

Durante os confrontos, suspeitos de envolvimento com o tráfico fizeram uma transmissão ao vivo da casa de um morador. Ameaçando a vítima com uma faca, eles gritavam que queriam se render. O porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, confirmou que o grupo foi preso.

O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), disse que a ação da PM foi cirúrgica. "As nossas polícias Civil e Militar impediram que traficantes fortemente armados se deslocassem na saída de uma festa clandestina na Maré para outra comunidade. Com base em dados de inteligência, o Bope e a Core fizeram uma operação cirúrgica", escreveu no Twitter.

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