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Novo ministro da Justiça escolhe coronel da PM para a Secretaria Nacional de Segurança Pública

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O novo ministro da Justiça, André Mendonça, decidiu substituir o general Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, e escolheu nomear para o cargo o coronel da Polícia Militar Carlos Alberto de Araújo Gomes. Theophilo era o único secretário remanescente da gestão de Sergio Moro, que deixou o cargo no último dia 24. Mendonça, ex-advogado-geral da União assumiu o ministério na semana passada. A troca na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) foi definida em reunião na tarde desta terça (5), quando Theophilo foi demitido. Em seguida, o coronel foi convidado pelo ministro e aceitou assumir o cargo. Nesta quarta (6), discípulos do escritor Olavo de Carvalho, ligado à área ideológica do governo, passaram a criticar a escolha, num movimento para que o coronel não seja nomeado. Gomes é comandante da PM de Santa Catarina e preside o CNCG (Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares). Ele marcou a troca de comando na PM de Santa Catarina para o dia 8 de maio. O policial é próximo de aliados de primeira hora de Bolsonaro, como o chefe da Secretaria Geral, Jorge Oliveira, que é major da reserva da PM.​ Com o convite a Gomes, o governo Jair Bolsonaro faz um aceno à bancada da bala no Congresso Nacional e a policiais, que são parte importante da base eleitoral do presidente. O coordenador da Frente Parlamentar de Segurança Pública, deputado Capitão Augusto (PL-SP), enviou ofício a Bolsonaro na noite desta terça (5) afirmando que o nome de Gomes tem o respaldo da bancada. Desde o ano passado, Gomes tem articulado junto ao governo uma proposta de Lei Orgânica da PM que, para a classe, garantiria mais autonomia diante de governadores. Após o convite a Gomes, nesta quarta (6), o nome passou a sofrer resistência de militares próximos a Theophilo e de pessoas próximas à família e à área ideológica do governo. Seguidores de Olavo de Carvalho passaram a compartilhar nas redes sociais posts atribuídos a Gomes em que o policial criticaria Bolsonaro. A movimentação levou deputados que apoiam o nome de Gomes a temerem que a pressão leve a uma reviravolta na nomeação. Especialistas em segurança pública elogiam a escolha por julgarem que o policial tem conhecimento sobre o setor e tem mais traquejo político, o que poderá facilitar a interlocução com outras políticas. "Na atual geração de policiais da ativa, Araújo Gomes é um dos mais preparados. Só espero que sua gestão seja menos isolacionista do que a do Moro, que tinha excluído as PMs", diz o presidente do Fórum Nacional Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sergio de Lima. "Se for agregador, ouvir todas as polícias, ele terá boas chances de fazer uma gestão que enfim faça a Senasp funcionar plenamente", continua Lima. Gomes é alvo de críticas entre policiais civis, que não gostam da ideia de serem comandados por um policial militar.​

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