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No mesmo dia, DF reabre escolas e academias e decreta toque de recolher noturno

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - No mesmo dia em que autorizou a retomada do funcionamento de escolas e estabelecimentos de ensino particulares e academias, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou toque de recolher das 22h às 5h até o dia 22 de março no Distrito Federal. A publicação foi feita numa edição extra do Diário Oficial, e a medida entrará em vigor nesta segunda. Durante o toque de recolher, a população deverá permanecer em casa e só poderá sair em caso de necessidade de tratamento de saúde emergencial ou para a compra de medicamentos. Só poderão funcionar hospitais, clínicas médicas e veterinárias, farmácias, postos de gasolina e funerárias. De acordo com a norma, o deslocamento urbano em desacordo com a regra pode gerar multa no valor de R$ 2.000. Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil do governo do Distrito Federal, disse que a decisão foi tomada por causa da alta taxa de ocupação de leitos e da alta taxa de transmissão do coronavírus. “O índice de contaminação nestas atividades [escolas e academias] é muito pequeno. O maior índice de contaminação ocorre no período noturno, nas aglomerações que continuam ocorrendo. Há pessoas que não se conscientizaram da seriedade do momento que estamos passando e continuam se aglomerando, saindo de casa”, disse em uma entrevista coletivaà imprensa nesta segunda-feira (8). Petrus Sanchez, secretário-adjunto de assistência à saúde da secretaria de Saúde, acrescentou que em 2020 a taxa de isolamento foi maior que 60%, mas neste ano não chegou a 40%. “A gente vivencia uma situação muito crítica. A rede privada já não comporta muito seus pacientes. O Entorno tem a gente como retaguarda, então eles vêm naturalmente procurar o nosso serviço." Pressionado por diversos setores econômicos, Ibaneis Rocha tem recuado e vem ampliando os setores que podem funcionar no Distrito Federal. No dia 27 de fevereiro, um dia após publicar o primeiro decreto, o governador ampliou o leque de atividades autorizadas a abrirem as portas, incluindo todo o segmento da construção civil, cartórios, hotéis, papelarias, bancas de jornal e até mesmo escritórios de profissionais autônomos, como os de advocacia e contabilidade. Já no dia 1 de março, após reunião com o setor produtivo e manifestações pedindo a volta ao trabalho, Ibaneis sinalizou que poderia liberar mais algumas atividades, como escolas e academias, como o fez hoje.

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