Nos últimos meses, a antes aparentemente inabalável companhia, pioneira do streaming, sofreu alguns baques. Em abril, as ações caíram 37% com a notícia de que tinha perdido 200 mil assinantes, o que provocou demissões em massa. As previsões para o segundo trimestre eram ainda mais catastróficas. E, de fato, a Netflix perdeu 970 mil assinantes. Mas as ações subiram. Isso porque o número, embora represente um recorde de perdas, foi bem menor do que o esperado, graças, principalmente, à quarta temporada de Stranger Things.
VOLUMES
Por isso a vontade de que superproduções como Alerta Vermelho, com Ryan Reynolds, Dwayne Johnson e Gal Gadot, e agora Agente Oculto virem franquias e conquistem fãs dispostos a assinar o serviço por causa desses produtos. Em entrevista ao jornal The New York Times , o diretor de filmes mundiais Scott Stuber disse: "Não estamos reduzindo drasticamente os investimentos, mas vamos reduzir volumes. Estamos tentando ser mais conscientes. Estávamos em um negócio que apostou por muito tempo no volume. Agora estamos sendo mais estratégicos e focados". Neste ano fiscal, a empresa espera investir US$ 18 bilhões em conteúdo.
Há décadas os grandes estúdios de cinema de Hollywood produzem quase somente superproduções que custam acima de US$ 150 milhões. Daí a necessidade de marcas fortes e conhecidas, sejam originalmente quadrinhos ou livros, para trazer um público gigante aos cinemas. A questão é que a Netflix não tem a mesma rentabilidade - por mais que tenha aumentado os preços, eles ainda são inferiores aos arrecadados nas bilheterias. Mesmo com o sucesso, Alerta Vermelho não foi capaz de ajudar a alcançar a meta de assinantes para aquele trimestre. Mas a Netflix deve seguir tentando.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



