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'Não aceitamos ser sacrificados para o agronegócio', afirma Alessandra Munduruku em protesto na COP30

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BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - Em conversa com a imprensa na manhã desta sexta-feira (14), Alessandra Munduruku afirmou que o protesto realizado em frente à entrada da Zona Azul, área de acesso restrito da COP30, em Belém, quer chamar atenção para obras de infraestrutura que ameaçam territórios indígenas.

"A nossa principal reivindicação é que o Lula revogue o decreto nº 12.660, onde ele privatizou o nosso rio Tapajós, Madeira e o rio Tocantins", disse ela. "Chega de mercadoria com a nossa floresta".

O decreto, de 2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva institui o Plano Nacional de Hidrovias e incluiu os rios Tapajós, Madeira e Tocantins como eixos prioritários para navegação de cargas.

"A COP tem [mais de] 190 países. Não é possível que alguém não vá nos ouvir. Não é possível que alguém não se sensibilize com essas crianças, que há dias e dias estão no sol quente esperando uma resposta", afirmou. "Não aceitamos ser sacrificados para o agronegócio".

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