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Município de SC com raízes alemãs tem menor taxa de analfabetismo do Brasil

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O município catarinense de São João do Oeste (a 700 km de Florianópolis) teve a menor taxa de analfabetismo do Brasil em 2022: 0,9%.

Isso significa que, em uma população de 5.311 habitantes com 15 anos ou mais de idade, somente 48 não sabiam ler e escrever um bilhete simples.

É o que indicam novos dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No país, a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais foi de 7%. São João do Oeste é o único dos 5.570 municípios brasileiros com o indicador abaixo de 1%.

A cidade fica no extremo oeste de Santa Catarina. Localiza-se perto da divisa com o Rio Grande do Sul e da fronteira do Brasil com a Argentina.

Também é conhecida como a capital catarinense da língua alemã. O idioma faz parte da rotina da população, inclusive nas salas de aula. Reflexos da colonização europeia ainda estão presentes na arquitetura e em atividades culturais.

Esta não é a primeira vez que São João do Oeste chama atenção por indicadores na área de educação. No Censo 2010, por exemplo, a cidade apresentou taxa de escolarização de 100% entre as crianças e os adolescentes de 6 a 14 anos. Esse dado ainda não está disponível na nova edição do levantamento.

Considerando as pessoas de 15 anos ou mais, São João do Oeste teve taxa de analfabetismo de 1,04% no Censo 2010. Foi a segunda menor do país à época, empatada com o índice de Morro Reuter (RS). O patamar mais baixo em 2010 foi o de Feliz (RS): 0,95%.

Em 2022, Westfália (RS) teve a segunda menor taxa de analfabetismo entre os 5.570 municípios do Brasil: 1,1%.

Rio Fortuna (SC), São Caetano do Sul (SP), Balneário Camboriú (SC) e Águas de São Pedro (SP) vieram logo na sequência, com índices na faixa de 1,2%.

FLORIANÓPOLIS SE DESTACA ENTRE AS MAIORES CIDADES

Considerando somente as cidades com mais de 500 mil habitantes no Brasil, o principal destaque fica com Florianópolis (SC). A taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais foi de 1,4% na capital catarinense em 2022. É a menor entre os municípios de maior porte.

Curitiba (PR) aparece logo depois, com 1,5%. Joinville (SC), Porto Alegre (RS) e Santo André (SP) vêm na sequência, com 1,6%, 1,7% e 2%, respectivamente.

Quando o recorte envolve apenas os municípios com população acima de 100 mil e até 500 mil pessoas, São Caetano do Sul (SP) e Balneário Camboriú (SC) mostraram os níveis mais baixos de analfabetismo. Os dois registraram taxas de 1,2% em 2022.

Na faixa de mais de 50 mil até 100 mil habitantes, o menor patamar ocorreu em São Bento do Sul (SC): 1,7%. No grupo de cidades de mais 10 mil até 50 mil pessoas, o índice mais baixo foi o da gaúcha Bom Princípio (1,3%).

Entre os municípios menores, com até 10 mil habitantes, o melhor resultado é de São João do Oeste, também líder no geral.

Há um padrão quando se analisa os dados conforme o tamanho das populações. Em todas as cinco faixas listadas pelo IBGE, os municípios com as menores taxas são da região Sul ou de São Paulo.

O índice de analfabetismo do Sul foi de 3,45% em 2022, o menor entre as grandes regiões, seguido pelo resultado do Sudeste (3,9%). O Nordeste, por outro lado, registrou o maior patamar, de 14,2%.

Entre os 5.570 municípios brasileiros, Alto Alegre (RR) registrou a taxa mais elevada de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever: 36,8%.

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