SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora os acidentes gerais de trânsito em São Paulo tenham diminuído durante a quarentena, as mortes envolvendo motociclistas subiram, especialmente na capital paulista. É isso que revelam os novos números do Infosiga, o sistema de dados do Governo de São Paulo, gestão João Doria. De acordo com o estudo publicado nesta sexta-feira (19), 40 motociclistas morreram na cidade em maio deste ano, contra 29 no mesmo período de 2019, um aumento de 38%. No estado inteiro o aumento de óbitos envolvendo motociclistas foi de 7,2%, com 179 frente a 167 no ano passado. Todos os outros modais foram positivos. Na cidade de São Paulo, foram 70 mortes em vias paulistanas durante a quarentena de maio, enquanto no ano passado o número de acidentes fatais chegou a 82, queda de 15%. O destaque fica por conta da redução de 56% nos atropelamentos de pedestres, passando de 34 para 15. No total do estado, a maior queda entre os índices ocorreu entre os pedestres: foram registradas 73 fatalidades contra 130 em maio do ano passado (-43,8%). A baixa também foi significativa entre os ciclistas, com 28 ocorrências fatais em maio contra 38 em 2019 (-26,35%), 93 motoristas vieram a óbito em acidentes de carro, quantidade também inferior. A pandemia pode ter contribuído para a redução nos índices, levando as medidas de isolamento social em consideração. Ao todo, 387 pessoas morreram em maio nas vias paulistas, ante a 487 no ano passado, uma queda de 20,5%. Ainda conforme os dados do Infosiga, em 68% dos casos, as vítimas são os próprios condutores dos veículos. Homens seguem como as os principais atingidos nos acidentes (86% do total), e as ocorrências estão concentradas nos finais de semana (51,7%) e no período noturno (54,8%). Cerca de 47% das vítimas faleceram nos hospitais. A cidade de Franca, no interior do estado, foi a com a maior redução nas mortes: uma queda de 63%. Enquanto Registro liderou os locais com aumento de acidentes, com o dobro em maio deste ano na comparação com 2019.