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Morte de professora não deve ser tratada como caso isolado, diz advogada da família

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após o sepultamento da professora Elisabeth Tenreiro, 71, no início da tarde desta terça-feira (28), a advogada da família, Elisandra Cortez, afirma que o desejo é que a morte da professora não seja tratada como um caso isolado.

"Esperamos que [o caso] não seja tratado como um caso comum, que aconteceu de forma isolada", disse a advogada durante entrevista a jornalistas. Tenreiro foi a primeira pessoa a ser atacada pelo aluno de 13 anos e foi estaqueada dentro da Escola Estadual Thomazia Montoro.

Ela afirma que a família considera o episódio uma tragédia. "Casos [como esse] vêm se repetindo em escolas públicas e particulares. Queremos que represente alguma mudança em relação à segurança pública."

A advogada diz considerar que, hoje, existe uma facilidade em entrar dentro de uma instituição de ensino. "É o momento de reavaliar essas situações que estão acontecendo na escola e imaginar o que está acontecendo."

Tenreiro dedicou a vida a ciência. "Ela já estava aposentada, ela nem precisaria estar trabalhando, ela acreditava na mudança real de cada aluno", afirmou a advogada.

A professora tinha três filhos, que estão muito abalados e não concederam entrevista à imprensa. "Ela deixou um legado. Tem uma família maravilhosa", disse a advogada.

Cortez relembrou as paixões da professora: a escola de samba Tom Maior, o time do Corinthians e os alunos "que fizeram parte da história dela". "Não é um caso isolado. Não adianta acontecer um caso ser um choque nacional e não modificar em nada", reitera a advogada.

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