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Missão do BID desembarca no RS para mapear impacto das enchentes e propor soluções

Por Folha de São Paulo

13/06/2024 17h15 — em
Variedades



MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Uma missão organizada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) desembarca no Rio Grande do Sul na próxima segunda-feira (17) para iniciar um levantamento do impacto das inundações e fazer uma proposta de reconstrução da infraestrutura e da economia do estado.

O anúncio foi feito pelo presidente do banco multilateral, o brasileiro Ilan Goldfajn, nesta quinta (13), durante a Semana de Sustentabilidade 2024, que acontece em Manaus.

Goldfajn informou que o BID já liberou, nas últimas três semanas, R$ 765 milhões de R$ 1,5 bilhão já disponibilizados pelo banco para o enfrentamento do desastre provocado pelas chuvas.

Logo após as enchentes, o BID prometeu liberar uma total de R$ 5,5 bilhões para ajudar no esforço de reconstrução. Os R$ 4 bilhões restantes serão disponibilizados com base no mapeamento que será feito pela missão.

O grupo é formado por 44 especialistas de BID, Banco Mundial e Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). O custo da missão será doado pelo BID.

Os recursos do BID para o Rio Grande do Sul foram anunciados em meados de maio. A missão é uma nova fase dos trabalhos de apoio, após o desembolso inicial de recursos. Os técnicos vão verificar in loco a infraestrutura atingida.

O presidente do BID tentou esclarecer a informação de que o banco negou pedido de suspensão da dívida feito pelo prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB).

Segundo Goldfajn, o grupo disponibilizou US$ 150 milhões (R$ 810 milhões) para serem desembolsados para a prefeitura da capital do Rio Grande do Sul. "Esse é um valor 80 vezes superior à parcela que o município estava pensando em suspender", disse. Ele explicou que devido aos procedimentos o município precisa manter a dívida em dia para receber mais recursos.

"Se mantém as dívidas pagas, isso facilita o BID dar muito mais", afirmou. O valor da dívida que deveria ser paga é US$ 1,7 milhão. "Nos ajudem a ajudar", disse Goldfajn ao ser questionado sobre o apelo do prefeito para o banco suspender o pagamento da dívida.

O presidente do BID antecipou os planos da instituição para mudar o arcabouço (procedimentos) para prevenção e enfrentamento dos desastres naturais, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul. Na próxima reunião anual do banco em 2025, que acontecerá no Chile, o novo arcabouço será anunciado. Será um programa de contingência regional.

"Já temos um arcabouço para desastres naturais, mas ele não é suficiente. Temos que reformular com uma visão moderna", disse. O banco vai passar a trabalhar com um bônus de catástrofe. "Se ocorrer uma catástrofe, não tem que pagar. Isso é um seguro", explicou. Linhas de crédito emergenciais, que são liberadas sem demora, também farão parte do novo arcabouço, além da criação de fundos regionais que poderão ser acessados nas catástrofes.

"Queremos anunciar porque os desastres são mais frequentes e pesados do que se imaginava", disse.

É a primeira vez que a Semana de Sustentabilidade do banco acontece na Amazônia. O evento ocorre a cada dois anos. O BID Invest (unidade de investimentos do banco), organizador do encontro, reuniu mais de 1000 participantes presenciais e 15 mil online de 37 países para buscar parceiros para projetos de investimentos na Amazônia. O CEO do BID Invest, James Scriven, disse que 800 participantes do encontro nunca tinham visitado a região. "Muita gente fala sobre a Amazônia, mas pouca gente conhece", afirmou.

*A repórter viajou a Manaus a convite do BID


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