BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - O ministro britânico para Segurança Energética, Ed Miliband, afirmou que, apesar da lentidão e da frustração que marcam as discussões climáticas, abandonar a mesa de negociações não é uma opção diante da urgência de manter vivo o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Em meio à discussão sobre haver ou não um plano para o fim dos fósseis, Miliband defendeu a ideia e disse que há uma "grande divisão" entre países, especialmente entre grandes produtores e consumidores. Segundo ele, m isso torna o processo mais difícil.
"Se você voltar daqui a dez anos e se perguntar se fez tudo o que podia como a geração que sabia da crise climática - se você tomou medidas, se enfrentou o desafio e tentou resolvê-lo -isso é o que as pessoas no futuro vão cobrar. É isso que me guia nas negociações. Por isso vamos continuar trabalhando o mais duro e o mais rápido possível para extrair o máximo de ambição", disse.
O ministro afirmou que uma ampla coalizão de países pressiona por mais ambição, enquanto outros resistem ao avanço. Segundo ele, a responsabilidade histórica pesa e, daqui a dez anos, governos terão de responder se realmente fizeram tudo o que podiam para enfrentar o problema climático. Esse senso de prestação de contas futura é, segundo Miliband, o que orienta sua atuação nas negociações.
Ele acrescentou que países em desenvolvimento enfrentam desafios maiores e que isso reforça a necessidade de cooperação internacional. Miliband afirmou que o Reino Unido continuará trabalhando "o mais rápido e intensamente possível" para reduzir a lacuna entre as políticas atuais e a meta de 1,5°C, ressaltando que soluções para um problema global só surgem por meio de ação coletiva.


