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Ministério Público abre inquérito sobre atuação da PM contra manifestantes na Paulista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para investigar a atuação da Polícia Militar nos atos na avenida Paulista em 31 de maio. O MP quer saber se a PM reprimiu o direito de reunião apenas dos grupos em defesa da democracia e contra Jair Bolsonaro. O pedido foi feito pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT). Na ocasião, membros de torcidas organizadas participaram das manifestações como parte dos grupos pró-democracia. A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos diz que o objetivo do inquérito será investigar a atuação da PM "na repressão violenta à manifestação pública em favor do Estado Democrático, ocorrida na avenida Paulista em 31 de maio, dispensando tratamento não isonômico em face dos participantes da manifestação contrária ao estado democrático". Trata-se, ressaltam os promotores, de investigação "voltada exclusivamente à tutela do direito fundamental à reunião, de raiz constitucional". O Ministério Público apresenta diversas questões à PM: a) houve alguma apuração a respeito da atuação da PM nesse dia; b) houve apuração sobre a proteção dada por um policial a uma mulher que portava um taco de beisebol; c) quantas balas de elastômero e bombas de efeito moral foram usadas; e d) qual é a orientação aos policiais acerca da posse de bandeiras e adereços que remetam ao nazismo, que, segundo manifestantes pró-democracia, foram protegidos por agentes no dia. "Importante a decisão do MP em instaurar o inquérito. Com o aumento da violência policial, corrigir os erros e qualificar a polícia é fundamental nesse momento de pandemia", diz o deputado Fiorilo.

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