O longa-metragem é um remake do filme estrelado por Murphy nos anos 2000 e uma nova tentativa de emplacar um sucesso nos cinemas inspirado em uma atração dos parques da Disney. Afinal, assim como Piratas do Caribe , Mansão Mal-Assombrada tem sua história totalmente inspirada na atração do parque, uma das mais disputadas no Magic Kingdom.
Nesta nova aposta da Disney, dirigida por Justin Simien (Cara Gente Branca), o tom da história muda bastante. Sai a comédia histriônica de Murphy, que fez sucesso entre as crianças no longa de 2003, e entra uma sopa de gêneros com cara de superprodução. Há traços de comédia, terror, aventura e até thriller - tudo isso engrandecido com um orçamento de mais de US$ 150 milhões.
A história continua com o mesmo pano de fundo: uma mansão mal-assombrada habitada por 999 fantasmas que esperam enquanto um deles, Gracey, tenta recuperar o amor de sua vida. No entanto, os personagens são outros. O protagonista é Ben (LaKeith Stanfield), que se diz especialista em paranormalidade e é chamado para ajudar a família, que acabou de se mudar para a mansão, a afastar os fantasmas.
ESTRELAS
Ainda há um elenco de apoio de peso: Jamie Lee Curtis como Madame Leota, a vidente presa na bola de cristal; Jared Leto como o fantasma mais perigoso da casa; Owen Wilson como Kent, um estranho padre que convoca Ben; e Danny DeVito como Bruce, um professor universitário que estuda as mansões mal-assombradas de New Orleans.
Quem olha de longe pode até achar que o filme ficou mais interessante, com mais arrojo visual e narrativo. No entanto, fica longe disso por uma série de problemas. Para começar, Simien não tem a mínima ideia de como contar uma história infantil: exagera no horror e a comédia, que funcionou em 2003, some nesta versão.
Muito disso acontece por uma atuação exageradamente apática do improvável protagonista, LaKeith Stanfield. Ainda que o roteiro invista em piadas para o personagem, o ator não consegue acompanhar: ele está apático em cena e parece que tem vergonha de fazer humor. É aquilo: atores de comédia conseguem emocionar, mas nem todos os atores de drama realmente conseguem fazer rir.
Além disso, há o terror: Simien sabe como lidar com elementos do horror. Mas aqui fica a dúvida: será que não é demais para as crianças, o principal público dessa história?
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


