Após o final do ato, organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre), manifestantes afirmam que a estação República, do metrô, foi fechada por um cerco de policiais militares e eles foram impedidos de entrar.
Cerca de 50 pessoas teriam forçado a entrada e a Polícia Militar usado bombas de efeito moral para evitar que isso acontecesse. Manifestantes relataram terem sido alvo das bombas.
Ao menos duas pessoas foram detidas. Houve corre-corre e até as 21h não havia informações sobre feridos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar acompanhou o ato e "os policiais atuavam para permitir o acesso do público ao metrô, quando um grupo de manifestantes tentou invadir a estação para pular as catracas".
Em nota, a pasta afirma que "[os manifestantes] Impedidos, passaram a arremessar objetos contra a tropa. Neste momento, foi necessário o uso de técnicas de controle de multidões, a fim de garantir a segurança dos participantes do ato e demais cidadãos que estavam no local. Duas pessoas foram detidas e encaminhadas ao 78º DP."
Até as 21h, não havia registro de feridos.
O reajuste, anunciado pela prefeitura e governo do estado é de R$ 0,10. Com isso a tarifa passou de R$ 4,30 para R$ 4,40 para trem, ônibus e metrô.
De acordo com a prefeitura, o reajuste é de 2,33% e ficou abaixo da inflação anual prevista pelo boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), que é de 3,86%.
Em 2019, a segunda manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo também teve confronto com a polícia ainda na concentração na praça do Ciclista, na avenida Paulista, no fim da tarde desta quarta-feira (15).
No total, 14 pessoas foram detidas durante e após o ato. Todas foram encaminhadas ao 2º DP, onde as ocorrências foram registradas.
