Depois de passar um ano internada devido à covid-19, Jazmin Kirkland, de 34 anos, não foi reconhecida pelo próprio filho ao voltar para casa. A situação aconteceu no Texas, nos Estados Unidos.
O menino é o mais novo de seus três filhos. A criança era muito pequena quando a mãe precisou ser internada. Ela chegou a passar 188 dias ligada à ECMO, máquina que substitui as funções do coração e do pulmão fora do corpo, enquanto os órgãos se recuperam.

“Ele tinha 1 ano quando fui para o hospital e ele acha que o hospital é ‘a casa da mamãe. Ele ficou confuso. Não me reconheceu porque eu não estava de pijama ou usando a roupa do hospital”, afirmou Jazmin, em entrevista ao programa Good Morning America.
A família estava de férias em agosto de 2021, na Carolina do Sul, quando Jazmin, o marido e dois dos filhos mais novos testaram positivo para covid-19.
Enquanto os demais não tinham sintomas fortes, Jazmin foi quem sofreu com o vírus, tendo dificuldade de respirar e precisando ir ao pronto-socorro.
Sempre saudável no decorrer da vida, ela não tinha comorbidades.
"Comecei a orar e disse: 'Deus, por favor, não me deixe morrer... Apenas me deixe acordar. Deixe-me estar aqui com meus filhos e meu marido'. Mandei uma mensagem para o meu marido e disse: 'Eu te amo. Prometo que vou continuar lutando’", contou ela.
Jazmin ficou em coma até novembro de 2021 e os médicos cogitaram um transplante de pulmão para ela, mas temiam que houvesse rejeição do corpo ao novo órgão. Quando ela estava em ECMO, no entanto, ela passou a ter sinais de melhora nos pulmões. Em março, ela foi desconectada da máquina pela primeira vez, e desligada do ventilador em julho.
Jazmin precisou fazer fisioterapia para reaprender coisas simples como comer e andar. "Eu ainda digo até hoje que as enfermeiras e terapeutas não são suficientemente remuneradas porque era muito intenso”, disse o marido Kody Kirkland, que precisou se dividir entre ficar com a esposa e cuidar dos três filhos.
"Até nossos médicos brincam sobre isso, dizendo como ele se esforçou para me dar tudo o que eu precisava enquanto estava aqui", declarou Jazmin. "Todos nós dizemos que se não fosse por isso, eu não estaria aqui”, acrescentou.
Agora em casa, Jazmin segue se recuperando e ainda precisa de oxigênio e fisioterapia. "Agradecer não parece ser suficiente, porque muitas pessoas ajudaram e fizeram muito por nós", disse. "Isso é muito importante para mim, agradecer a todos que estiveram aqui por nós e nos mostraram o quanto nos amavam, que se esforçaram para ajudar", completou.





