Chico Buarque foi escolhido vencedor do prêmio por unanimidade dos jurados, mas ainda não havia recebido devido à recusa de Bolsonaro, então presidente, a assinar o diploma. À época da polêmica, o ex-chefe do Executivo afirmou, em tom irônico, que entregaria o prêmio ao cantor "até 31 de dezembro de 2026", referindo-se a um possível segundo mandato, antes de ser derrotado nas urnas por Lula.
"O ataque à cultura foi dimensão importante do projeto que a extrema direita tentou implementar no Brasil", disse Lula.
De acordo com presidente da República, se hoje ele pôde fazer esse "gesto de reparação e celebração" da obra do Chico, é "porque a democracia venceu no Brasil".
No discurso, Lula destacou que o obscurantismo e negação das artes foram marca do totalitarismo e das ditaduras. "Esse prêmio é uma resposta do talento contra a censura, do engenho contra a força bruta", disse.
Também presente no evento, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que Lula é "amigo de Portugal e dos portugueses".


