Prestes a completar 50 anos e celebrar 35 de carreira, Luana Piovani decidiu revisitar sua trajetória sem suavizar episódios marcantes, e já adianta que não pretende poupar ninguém. Em fase de escrita de sua autobiografia, a atriz afirma que o livro será um retrato direto de sua vida pessoal e profissional, incluindo conflitos, posicionamentos políticos e relações que marcaram sua história.
Em entrevista ao jornal O Globo , no videocast Conversa vai, conversa vem , Piovani refletiu sobre sua imagem pública, as críticas que enfrentou ao longo dos anos e a mudança na percepção do público. Segundo ela, o recente embate com Neymar ajudou a ampliar o alcance de suas falas e reposicionou sua figura no debate público. O episódio vai ao ar nesta quinta-feira, 9, 18h, no YouTube e no Spotify.
Biografia promete revelar bastidores e conflitos
Conhecida por sua personalidade direta desde o início da carreira, quando estreou ainda adolescente na minissérie Sex Appeal, Luana afirma que o novo projeto será fiel à sua essência. A atriz garante que não pretende amenizar situações ou omitir episódios delicados.
Durante a entrevista ao O Globo , ela destacou que o livro nasce de um momento de reflexão pessoal, impulsionado pela maturidade e pelo desejo de revisitar sua própria história com mais consciência.
Polêmicas e mudança na imagem pública
Luana Piovani também comentou sobre a transformação na forma como é vista pelo público. Antes frequentemente rotulada como "polêmica" ou "barraqueira", a atriz afirma que hoje é compreendida por defender causas coletivas.
Segundo ela, a discussão com Neymar em 2024, relacionada à chamada "PEC das praias" foi um ponto de virada. A atriz avalia que o tema extrapolou questões de gênero e atingiu um público mais amplo, o que contribuiu para que mais pessoas passassem a entender suas críticas.
Carreira, posicionamento político e impacto profissional
Na mesma entrevista, Piovani revelou que seu posicionamento político teve impacto direto em sua carreira, especialmente durante o período em que viveu em Portugal. De acordo com a atriz, convites de trabalho diminuíram após ela ampliar sua atuação em debates sociais.
Ainda assim, ela afirma que a escolha foi consciente: que prefere usar sua visibilidade para provocar reflexões, principalmente entre mulheres, do que priorizar papéis de destaque na televisão.
Espiritualidade, identidade e novas fases
Outro ponto abordado foi sua relação com a espiritualidade. Luana contou que recentemente se aproximou de religiões de matriz africana, definindo-se como uma "evangélica macumbeira". A mudança, segundo ela, faz parte de um processo de reconexão com suas origens e com uma visão mais ampla de fé.
A atriz também refletiu sobre envelhecimento, padrões estéticos e a forma como a sociedade enxerga mulheres após os 40 anos, destacando que hoje busca equilíbrio entre aceitação e autoconhecimento.
Relacionamentos, maternidade e independência
Ao falar sobre vida pessoal, Piovani foi enfática ao defender a independência financeira feminina como elemento central para relações mais equilibradas. Ela também criticou o modelo tradicional de casamento, afirmando não acreditar mais na instituição nos moldes atuais.
A atriz ainda comentou sobre maternidade, relações familiares e experiências passadas, reforçando que sua trajetória foi marcada por aprendizados difíceis, mas fundamentais para sua construção pessoal.
Um livro para provocar e não agradar
Mais do que um relato autobiográfico, o livro de Luana Piovani promete ser uma provocação. A atriz deixa claro que sua intenção não é agradar ou suavizar sua imagem, mas sim expor vivências e estimular reflexões.
Para ela, o momento atual é de lucidez e também de enfrentamento: "enquanto as contas estão pagas", afirma, o foco está em usar sua voz para questionar estruturas e incentivar mudanças.



