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Justiça determina soltura de Paulo Galo, suspeito de incendiar estátua de Borba Gato

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (10) a soltura do motoboy e integrante do movimento Revolução Periférica Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Galo, após 14 dias de prisão.

Além de Galo, também tiveram a prisão revogada o motorista Thiago Vieira Zem, dono do veículo em que os pneus usados no incêndio foram transportados, e o motorista Danilo Silva de Oliveira, que admitiu ter participado dos incêndios, mas nega ter ateado fogo nos pneus.

"Os acusados residem na comarca, constituíram defesa e colaboraram com a investigação. Eventual móvel político não interessa neste momento à Justiça Criminal. Por todo o exposto, não há como se presumir que a soltura dos réus traga danos à ordem pública, prejudique a instrução criminal ou frustre a aplicação da lei penal", afirma o juiz Eduardo Pereira Santos Júnior em sua decisão.

"É o que se espera de um juiz de verdade. Aquele que restabelece um Estado democrático de Direito, que não admite ilegalidades, que não admite arbitrariedades", afirma o advogado de defesa Jacob Filho.

Na última quinta (5), a Justiça paulista decretou a prisão preventiva (sem prazo definido para terminar) dos três por suspeita de participação no incêndio à estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo, em julho.

Horas antes, a defesa de Galo havia conseguido habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ministro da corte Ribeiro Dantas considerou ilegal sua prisão temporária porque o entregador havia se apresentado espontaneamente à polícia.

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