Leonardo Konarzewski, de 21 anos, luta contra o câncer do tipo linfoma de Hodgkin há dois anos, e depois passar por sessões de quimioterapia e radioterapia que não vingaram, o programador finalmente teve uma nova esperança: a oportunidade para testar um medicamento numa clínica em Rochester, Minnesota, nos Estados Unidos.
Mas ele não imaginava que teria o visto negado pelo consulado americano, que exige um valor mínimo para que a pessoa entre no país. Isso porque ele e seus familiares achavam que seriam necessários 7 mil dólares (R$ 21 mil), mas quando foram ao Consulado americano em São Paulo, receberam a informação de que o valor era na verdade de 22 mil dólares (R$ 66 mil reais).
Leonardo, então, gravou um vídeo para tentar juntar a quantia e conseguir então realizar o tratamento. "Esta é minha única chance. Meu médico estava num congresso nos Estados Unidos quando conheceu o oncologista que criou um medicamento para outro tipo de câncer que, surpreendentemente, teve bons resultados contra o meu tipo. Tenho que ir para lá porque aqui já esgotaram as possibilidades de tratamento", diz Leonardo.
Ele se indigna com a atitude do consulado, que ligou para a clínica americana para confirmar as informações, e daí então informaram os novos valores. "Foram desumanos comigo. Para turismo as pessoas chegavam e, em cinco minutos, saíam com o visto. Para mim, que é uma questão de saúde, foi mais complicado. Passei o dia todo tentando e implorando. Eu já tinha comprado as passagens para viajar com a minha mãe, mas voltamos para Porto Alegre", desabafou.
Com dois dias do vídeo publicado, ele conseguiu arrecadar surpreendentes R$ 35 mil. "Estou muito surpreso, e a ficha ainda não caiu. A campanha tomou essa proporção, e estou tentando responder todo mundo para agradecer. Fiz o vídeo e o site por pressão dos meus amigos", disse.


