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Indígenas que entraram na zona azul afirmam que ato 'fugiu do controle', mas foi 'recado de resistência'

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BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - Os indígenas do baixo Tapajós, responsáveis pela manifestação que invadiu a zona azul na terça-feira (11), afirmaram que o ato "fugiu do controle", mas foi um "recado pela resistência".

"Nossas manifestações têm sido para que nos ouçam. Quando entram em nosso território, ninguém pede licença, acham que são donos", diz Margareth Maytapu, coordenadora do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns.

Em entrevista coletiva, o grupo afirmou que tem pautas de reivindicação na COP30, divulgadas na Aldeia COP e na Cúpula dos Povos, mas que apenas um representante do baixo Tapajós -formado por 14 povos indígenas, a maior concentração do Pará- conseguiu credenciamento para a zona azul. "Não dá para falar de clima sem nos consultar", diz Auricélia Arapiun.

A principal denúncia do grupo é a privatização do rio Tapajós, junto ao Tocantins e Madeira para ser explorado como hidrovia no transporte de cargas. Mas também reclamam de estarem cercados por madereiras, mineradoras e contaminação de mercúrio.

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