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Hacker suspeito de ameaçar Felca vendia nas redes até exclusão de certificado de óbito

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois hackers que ameaçaram o influenciador Felipe Bressanim, o Felca, e a psicóloga Ana Beatriz Chamati, após o vídeo "Adultização", faziam parte de comunidades que promovem crimes de ódio, além de venderem serviços ilegais com acesso a bancos de dados pelo Brasil.

Na semana passada, após uma investigação do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, um homem identificado como Cayo Lucas foi preso em Olinda (PE), e adolescente que vive em Arapiraca, interior do estado de Alagoas, foi apreendido e internado por encaminhar ameaças à psicóloga.

Segundo a polícia, eles eram vigiados desde 2024 pelo Noad e integravam grupos no Discord e Telegram. De acordo com a delegada Lisandrea Salvariego, eles também integravam comunidades, como a "Country", que são conhecidas por promover estupro virtual, automutilação e desafios perigosos em vítimas que, em geral, são adolescentes. Também são ambientes em que são vendidas imagens de abuso sexual infantil.

Cayo oferecia dados oficiais, como fotos, telefones e endereços para que usuários pudessem ameaçar as vítimas de exposição. Na véspera da prisão, segundo a polícia, ele induziu uma garota a se automutilar.

Agora, a polícia vai investigar o celular e computador dos hackers para conseguir entender a quantidade de vítimas e quantas pessoas contrataram seus serviços. Entre as ações ofertadas está a inclusão ou exclusão de certificado de óbito, que custava entre R$ 150 e R$ 500. Também são listados "consultas gerais", "consultas com foto", "banimento em redes sociais" e "bloqueio de contas bancárias".

A polícia afirma que há indícios de de que ele faturasse entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por semana.

Quando Cayo foi preso, ele estava com um amigo chamado Paulo Vinícius em casa, que também foi preso em flagrante por acessar a plataforma de dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Agora, a polícia investiga qual a relação dele com os crimes praticados por Cayo.

"Ele passou a investir menos contra as vítimas e passou a ir para o crime [de dados] para ganhar dinheiro, sem ter que fazer com que as vítimas se machucassem", diz. Em um dos anúncios, os criminosos prometiam que os usuários tivessem "acesso a informações claras e assertivas".

De acordo com a polícia, Cayo forjou um mandado de prisão contra Felca e iria inseri-lo em bancos de dados oficiais, porém foi capturado antes. Ele e adolescente teriam ameaçado o influenciador e a psicóloga após a divulgação do vídeo "Adultização", que denuncia a exploração da imagem de menores de 18 anos e expõe casos de crianças e adolescentes que têm suas imagens e corpos sexualizados na internet.

Entre eles está o influenciador Hytalo Santos, que foi preso no dia 15 de agosto com o marido. O Ministério Público da Paraíba e o MPT (Ministério Público do Trabalho) investigava Hytalo desde o ano passado sob suspeita de exploração e exploração de menores de 18 anos em conteúdos produzidos para as redes sociais. Ele nega todas as acusações.

A Justiça determinou uma medida de busca e apreensão, mas ao chegar à residência não havia ninguém. Indícios apontavam que o local foi deixado às pressas, uma vez que uma máquina de lavar roupa estava funcionando.

No despacho da Justiça, a prisão foi decretada para evitar novos atos de destruição ou ocultação de provas, além da intimidação de testemunhas. De acordo com a Promotoria, esses atos já estariam ocorrendo desde que o influenciador tomou conhecimento da investigação.

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