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Governo libera R$ 3,3 bi restantes para reconstrução do Rio Grande do Sul

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um balanço nesta quarta-feira (26) com as ações de reconstrução do Rio Grande do Sul, após as enchentes que atingiram o estado em 2024, e anunciou o repasse ao estado de R$ 3,3 bilhões, parte restante do investimento previsto.

De lá para cá, os investimentos para a reconstrução do estado totalizaram R$ 111 bilhões. Segundo o Ministério das Cidades, R$ 726 milhões são destinados a moradias, com 17.350 casas entregues e 8.000 compras assistidas realizadas até o momento.

Ainda segundo a pasta, a partir de 2026 serão mais 9.350 moradias entregues.

Entre os presentes no anúncio, esteve o ex-ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) Paulo Pimenta (PT-RS), que assumiu, na época da tragédia, a secretaria extraordinária criada para a reconstrução do estado.

No evento, o presidente Lula fez um breve discurso e passou a palavra para Pimenta, afirmando ser um "dever" deixar que o ex-ministro falasse do assunto.

O chefe do Executivo informou que precisaria deixar a cerimônia mais cedo para se reunir com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que deverá anunciar um estaleiro de Rio Grande.

"O Pimenta foi, posso dizer para vocês, o companheiro que mais infernizou no bom sentido a minha vida com relação ao Rio Grande do Sul. Pense num cara que me cobrava de manhã, de tarde, de noite de sexta, sábado e domingo, fiz ate um ministério especial pra ele cuidar do Rio Grande do Sul", disse.

No evento desta quarta, foram assinados atos para investimentos futuros no estado, como projetos de adaptação a mudanças climáticas e outras obras de infraestrutura. Um dos atos refere-se ao chamado Firece (Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos).

Os valores também compilam investimentos oriundos de programas como Novo PAC e Minha Casa Minha Vida.

As fortes chuvas que atingiram o sul do país em 2024 deixaram centenas de mortos e desalojados, demandando ações de logística e habitação por parte dos governos estadual e federal.

Na época, o presidente Lula designou Paulo Pimenta para assumir a Secretaria-Extraordinária de Reconstrução do RS, pasta de caráter temporário e emergencial para tratar do problema. Um ano depois da tragédia, as regiões ainda sofrem para se readaptar em aspectos estruturais e econômicos.

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