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Gestão Tarcísio adia leilão para construção de novo centro administrativo nos Campos Elíseos, em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou na noite desta sexta-feira (21) que será adiado o leilão da concessão do novo centro administrativo do governo paulista, a ser construído nos Campos Elíseos, na região central de São Paulo.

Originalmente, a entrega dos envelopes estava agendada para a próxima segunda-feira (24), e o leilão previsto para a próxima sexta (28). As duas etapas terão novas datas, a serem divulgadas nos próximos dias.

A mudança nas datas ocorre após solicitação de empresas interessadas, que pediram prazo adicional para concluir a apresentação de garantias e finalizar documentações complementares necessárias à etapa de propostas.

A gestão Tarcísio justificou a decisão como uma prática comun em projetos de grande porte para assegurar ampla participação, competitividade e segurança ao certame.

A construção da futura sede do centro administrativo do governo paulista está prevista para os arredores da área que ficou conhecida como cracolândia. Uma ampla reforma prevê a incorporação de calçadões, áreas verdes e lojas acessíveis a pedestres para facilitar a integração dos novos edifícios ao entorno.

O projeto vencedor é resultado de um concurso promovido pelo IAB-SP (Instituto dos Arquitetos do Brasil em São Paulo) com 44 projetos homologados. O desenho do arquiteto Pablo Chakur, do escritório Ópera Quatro, mira a flexibilidade na forma de construção -os edifícios podem ser erguidos em módulos e por etapas- e no uso, podendo ser ajustados a diversos tamanhos de departamentos.

Estimativas apontam para um custo aproximado de R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 415 milhões em desapropriações e R$ 3,5 bilhões com construções. O valor será pago pelo governo ao longo de 30 anos ao concessionário vencedor da licitação para edificar, administrar e explorar comercialmente o centro. Valores, prazos e até o número exato de prédios só serão confirmados após a definição do projeto.

O governo ainda destinou R$ 1 milhão para os três escritórios com melhor colocação na concorrência. A premiação do primeiro lugar é de R$ 850 mil, além de ter assegurado o direito de ser contratado para elaboração do projeto pelo valor máximo de R$ 24,1 milhões. Segundo e terceiro colocados na disputa receberão R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente.

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