SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O BloCu reuniu centenas de foliões na esquina das ruas Vitorino Carmilo com Conselheiro Brotero, na Barra Funda, em São Paulo. O que era para ser um evento dentro de um bar virou uma festa que se estendeu pelo asfalto.
O produtor musical e de eventos Luiz Fernando Silveira de Jesus, o Luco, 28, aproveitou para celebrar a vida com o arrefecimento da pandemia. "Nunca me considerei do Carnaval, mas agora é um fervor diferente", contou.
Estranho, mas ao mesmo tempo normal. É assim que a artista Gabi Ieto, 27, define a sensação de reencontrar centenas de pessoas nas ruas, como neste sábado (23), após o auge da pandemia. "Está acontecendo. Estou acostumada a receber amigos em casa, depois a andar sem máscara em lugares abertos e agora aqui", afirmou.
No Carnaval de 2019, durante o desfile do BloCu, dois foliões foram filmados fazendo "golden shower" (fetiche em que uma pessoa urina sobre a outra). O vídeo foi explorado na internet por apoiadores de Jair Bolsonaro, que divulgaram a prática como sendo exemplo do que aconteceria nos blocos em geral.
"O restante do bloco não teve nada de absurdo. Foi um único momento, tirado de contexto", afirmou o coordenador de conteúdo Gabriel Brito, 28, que esteve presente no desfile de 2019 e, neste sábado, se divertia na apresentação do BloCu. "Qualquer reação negativa do Bolsonaro é positiva para mim", disse.
Para Brito, era certeza que a festa teria muita gente. "Conheço esse bloco e sei que o pessoal se anima", afirmou.



