Final Cut fala de Rémi (Romain Duris), um cineasta não muito bem-sucedido, que dirige um filme de zumbi amador. Mas depois é revelada a trama por trás dessa trama e o porquê dessa produção ser tão ruim.
As vaias que Hazanavicius queria ver revertidas em surpresa não vieram, pelo menos não na sessão de imprensa principal, na sala Debussy. E uma parte considerável do público achou bastante graça no humor escatológico.
Bem que Rémi gostaria de ser como Quentin Tarantino, o cineasta celebrado por sua filha em uma camiseta. E o mesmo pode ser dito sobre o próprio Michel Hazanavicius (de O Artista, vencedor de cinco Oscars). Em sua comédia, Final Cut homenageia não apenas o cinema, mas o fazer cinema: mesmo que tudo saia errado e o resultado seja pífio, a união de pessoas cheias de problemas para criar um filme sempre vale a pena.
Por esse ângulo, dá para entender a escolha como filme de abertura, quando o cinema tenta sobreviver. A verdade, porém, é que Michel Hazanavicius não é Quentin Tarantino.


