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Evento em Belém debate soluções climáticas que unem saberes tradicionais e ciência

Por Folha de São Paulo

13/11/2025 7h20 — em
Variedades



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O movimento Catalyst Now realiza em Belém (PA), durante a COP30, uma série de encontros para pensar soluções climáticas a partir dos saberes tradicionais e da ciência moderna.

Aberto ao público, o evento na Universidade Cesupa nos dias 12 e 13 de novembro inclui mesas redondas, painéis temáticos e sessões de cocriação, com foco na resiliência climática da amazônia.

Batizada de Social Innovation House, a iniciativa deve reunir inovadores sociais, lideranças indígenas, cientistas e representantes de empresas e governos em torno de temas como inclusão produtiva, empregos verdes, investimentos sistêmicos e combate a incêndios florestais.

"O objetivo é destacar a urgência da adaptação climática e da transformação social necessárias diante das mudanças climáticas. E reforçar que soluções climáticas duradouras e resilientes são sempre, em última instância, lideradas localmente, não impostas de cima para baixo", diz Fredrik Galtung, cofacilitador chefe da coalizão global de empreendedores sociais.

No primeiro dia, haverá debates sobre inclusão produtiva e empregos verdes, mecanismos inovadores nas finanças verdes e inovações contra incêndios florestais, que contará com especialistas do Fórum Econômico Mundial e da startup brasileira umgrauemeio. No dia 13, os paineis vão tratar do manejo de queimadas em locais como o pantanal.

As conclusões do encontro em Belém devem alimentar o debate da próxima edição do evento, prevista para Davos, em 2026, onde serão apresentadas recomendações sobre inovação social, financiamento climático e sistemas de resiliência.

Fundado em 2019, o Catalyst Now é uma rede global com mais de 6 mil membros de 94 países, entre empreendedores sociais, instituições acadêmicas e empresas.

A organização surgiu com a meta de acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, estimulando colaboração entre setores e protagonismo de comunidades locais.

"Nosso movimento nasceu da convicção de que precisávamos colaborar em uma escala muito maior do que antes, e hoje nos tornamos o maior movimento do mundo por uma mudança colaborativa", diz Galtung.


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