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Em São Paulo, Sapopemba tem disparada em número de mortes por Covid

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O distrito de Sapopemba, na zona leste, registrou um aumento de 19,51% no número de óbitos provocados pela Covid-19 entre os dias 27 de maio e 5 de junho, conforme balanço divulgado nesta semana pela Secretaria Municipal da Saúde, gestão Bruno Covas (PSDB). No dia 5 deste mês, Sapopemba registrava 245 mortes relacionadas ao novo coronavírus -40 a mais do que as 205 contabilizadas até o dia 27. Com isso, o distrito da zona leste encostou ainda mais na Brasilândia (zona norte), que lidera o ranking de óbitos por Covid-19 na capital. A Brasilândia somava 247 vítimas até o dia 5. Em 27 de maio, eram 209 óbitos -o aumento, portanto, foi de 18,2%. Os outros três distritos que apresentam maior número de mortes também estão nas periferias da capital: Grajaú (215), Jardim Ângela e Capão Redondo, ambos com 197 registros. Os três bairros ficam no extremo sul da cidade. Para o infectologista Robert Fabian Crespo Rosas, professor do Centro Universitário São Camilo, alguns fatores contribuem para que a periferia apresente altos números de mortes pelo novo coronavírus. Em primeiro lugar, diz o médico, está o fato de que muitas pessoas em regiões mais carentes atuam como autônomas e, por esse motivo, precisam sair para trabalhar e obter alguma renda. "Nesse contato com outras pessoas, os moradores da periferia acabam se contaminando e levando o vírus para casa", explica. Rosas considera também o fato de que, em bairros mais pobres, muitas vezes não há condições adequadas de saneamento básico, o que dificulta a higienização. PROPORÇÃO No ranking de óbitos por 100 mil habitantes na cidade, o Pari, na região central, assumiu a primeira posição, com um índice de 125,86. O Campo Belo, área nobre na zona sul, está em segundo lugar, com 117,66 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida estão Brás (114,99), Limão (114,24) e Artur Alvim (113,48). Como comparação, os Estados Unidos, que lideram o ranking mundial de óbitos ligados ao novo coronavírus, com 111,7 mil registros, apresentam uma taxa de 34,05 mortos por 100 mil habitantes.

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