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Diretor sueco Ostlund divide a crítica com sátira sobre status social

Por Estadão Conteúdo / Portal do Holanda

24/05/2022 5h00 — em
Variedades



É oito ou 80. O sueco Ruben Ostlund tornou-se rapidamente talvez o autor mais polêmico do mundo. O 75º Festival de Cannes está rachado - metade dos jornalistas defende seu filme com o mesmo ardor com que a outra metade o detesta. Ostlund já ganhou a Palma de Ouro - por The Square - e concorre agora com The Triangle of Sadness. O triângulo da tristeza é esse vinco que na testa expõe o estado de ânimo das pessoas.

Começa com a disputa - por dinheiro - de um casal de modelos, Carl e Yaya. É o primeiro capítulo. Depois vem O Cruzeiro e, finalmente, A Ilha. Apesar das disputas e ofensas do começo, Carl e Yaya embarcam no cruzeiro marítimo. Tudo de graça. É a vantagem de serem jovens, belos, celebridades. O navio vai a pique numa tempestade, os sobreviventes reencontram-se na ilha, onde uma funcionária da limpeza assume o poder. Na adversidade, é a única que sabe pescar, acender o fogo. Seu poder é total, ela inclusive ‘rouba’ o namorado da bela modelo.

Sua sátira ao status social e ao culto das celebridades subverte o mundo da moda com a mesma virulência com que investe contra o capitalista que fez fortuna vendendo armamentos. No mundo em guerra, é a certeza de ganhar dinheiro. A garotada da crítica morre de rir com as piadas sobre Marx e Lenin. O problema é que ele atua no limite. Para criticar o estado do mundo, concede ao público tudo aquilo que parece estar criticando. É um cínico.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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