O 5 de setembro movimenta as redes sociais brasileiras com homenagens, fotos antigas e mensagens de carinho trocadas entre irmãos. A data ficou conhecida como Dia do Irmão e virou um dos assuntos mais buscados da sexta-feira, impulsionada pela procura por frases e declarações para dedicar a quem divide a mesma casa, a mesma história e, muitas vezes, as mesmas brigas de infância.
A origem da celebração, no entanto, é menos óbvia do que parece. O dia escolhido remete à morte de Madre Teresa de Calcutá, ocorrida em 5 de setembro de 1997. A religiosa albanesa, que dedicou a vida ao atendimento de doentes e pessoas em situação de pobreza na Índia, foi canonizada em 2016. A associação com a fraternidade se firmou a partir de 2007, quando se completaram dez anos de sua morte, e acabou dando à data um duplo significado: em alguns lugares ela é lembrada como homenagem à santa, em outros como celebração do laço entre irmãos.
Apesar da popularidade, a comemoração não tem caráter oficial no Brasil. Não há lei ou registro que institua o 5 de setembro no calendário nacional, o que faz da celebração uma tradição cultural mantida pelo próprio público, ano após ano, sobretudo no ambiente digital. A data também não deve ser confundida com o Dia Internacional dos Irmãos, marcado em 10 de abril e mais difundido fora do país.
Sem obrigação de presente ou protocolo, a efeméride costuma ser cumprida com gestos simples. Publicações com fotografias de infância, mensagens diretas, ligações e reencontros são as formas mais comuns de marcar o dia, especialmente entre famílias separadas pela distância. Para quem procura o que escrever, a recomendação de quem estuda o tema é evitar textos genéricos e apostar em lembranças específicas, que dizem mais sobre a relação do que qualquer frase pronta.



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