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Defesa Civil faz alerta para chuva forte no Rio Grande do Sul

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Defesa Civil do Rio Grande do Sul fez um alerta, na noite deste sábado (3), para a ocorrência de chuvas fortes, rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo no estado.

O alerta é válido até 10h deste domingo (4). A população é orientada a buscar abrigo e não atravessar áreas alagadas a pé ou de carro, no caso de ser surpreendida por temporais.

Segundo o Climatempo, uma frente fria vinda do oceano avança pelo sul do Brasil e provoca as mudanças no tempo. É a primeira frente fria de agosto.

Além da frente fria, uma massa de ar polar avança sobre todo o estado, provocando queda na temperatura.

A Sala de Situação do Estado publicou um aviso de risco hidrológico relacionado à previsão de chuvas. O alerta é válido para as bacias da metade sul do estado e região das Missões: Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, Ijuí, Piratinim, Butuí-Icamaquã, Ibicuí, Quaraí, Santa Maria, Negro, Vacacaí-Vacacaí Mirim, Pardo, Baixo Jacuí, Guaíba, Camaquã e Mirim-São Gonçalo.

O risco é de elevação em arroios, córregos e rios menores, com possibilidade de pequenas inundações em regiões ribeirinhas.

As enchentes de maio no Rio Grande do Sul deixaram 182 mortos e 806 feridos. No total, 2,3 milhões de pessoas foram afetadas em 478 municípios.

Segundo pesquisa Datafolha, a população mais pobre, negra e com menor escolaridade foi aquela que mais sofreu perdas de patrimônio e de renda nas enchentes.

Nas cidades atingidas pelas inundações, quase metade (47%) das famílias que ganham até dois salários mínimos respondeu ter perdido casa, móveis, eletrodomésticos ou o próprio sustento --na forma do emprego ou da própria empresa. Já entre aquelas que ganham de cinco a dez salários, só 13% relatam algum tipo de prejuízo.

Além disso, mais da metade (52%) dos pretos nos municípios afetados relata algum tipo de perda com as enchentes. Entre os pardos, 40% respondem que tiveram algum tipo de prejuízo. Entre a população branca dessas mesmas cidades, a proporção de entrevistados que relata alguma perda material ou de renda é de 26%.

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