A representação foi feita pelo defensor João Paulo Dorini na ação que fez a Justiça Federal de São Paulo suspender a divulgação do resultado do Sisu. Pela decisão, o MEC deve explicar como checou as notas dos estudantes.
No documento, Dorini diz que o ato constitui seríssima ofensa ao princípio da impessoalidade.
Ele menciona reportagem da Folha e cita resposta do Inep em que o órgão informa que o instituto está revisando as provas de todas as pessoas que estão reclamando de maneira informal, por meio das redes sociais, mas que não dará respostas individuais a elas, como fez Weintraub em relação a seu apoiador.
A defensoria tem informações de alunos que pediram a revisão de suas notas e não foram atendidos um caso é citado na ação.
Se aqueles que fazem pedidos informais nas redes sociais para revisão da nota são atendidos, por que não o são aqueles que o fizeram pelo canal criado pela própria Administração? E por que não se informa adequadamente cada um dos solicitantes da revisão, caso de fato ela já tenha sido realizada, já que o próprio ministro da Educação pôde fazê-lo pelas redes sociais para alguém que aparentemente ele sequer conhece pessoalmente?, questiona Dorini.
O pai da aluna para quem o ministro respondeu se diz apoiador do governo Bolsonaro.
