Segundo a polícia, a cuidadora, que trabalhava na casa do médico havia um ano, confessou ter entregado a outro suspeito do crime, identificado como Vagner Aparecido Ferreira, as chaves da entrada principal do prédio e do apartamento do médico.
Como eram codificadas, as chaves não poderiam ser copiadas. Ferreira é apontado como um dos três homens que invadiram o apartamento da vítima, no bairro da Consolação, na manhã da última quinta-feira (20).
Segundo a delegada, policiais foram na quinta-feira (20) à casa de Ferreira, mas ele já havia fugido. A mulher dele estava no local e foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Até este momento, ela não é tida como suspeita.
Ao chegar com a mulher de Ferreira na delegacia, os policiais constataram que ela e a cuidadora do médico se conheciam. Inicialmente, Rosa negou ter envolvimento com o roubo. Entretanto, após cair em contradições, acabou assumindo participação no crime, segundo a polícia. Ela teria informado ainda que foi de Ferreira a ideia do roubo.
A delegada diz que o crime estava sendo planejado havia duas semanas. Eles queriam roubar um cofre do apartamento do médico, no qual acreditavam que houvesse alto valor em espécie. Segundo a polícia, o cofre levado tinham cerca de R$ 1.000.
A Polícia Civil espera que a Justiça emita nas próximas horas um mandado de prisão contra Ferreira.
O delegado Albano David Fernandes, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), explica que Rosa e Ferreira responderão por latrocínio (morte em assalto) -ainda que não tivessem a intenção de matar o médico, que acabou passando mal durante o roubo.
A causa da morte ainda não foi divulgada pelo IML (Instituto Médico Legal).
A reportagem não localizou a defesa de Rosa e de Ferreira até a publicação desta reportagem.
