SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou um pacote contra o coronavírus que permite aumento de gastos e desvincula fundos para combate à doença na capital paulista. A lei foi aprovada na sexta-feira (27), com jabutis (emendas de assuntos diversos) como o que tira poder da CGM (Controladoria Geral do Município). A sanção do prefeito saiu no Diário Oficial de sábado (28). Entre as medidas incluídas estão o pagamento de terceirizados mesmo sem prestação de serviços, com objetivo de evitar demissões em massa. Covas também poderá usar verba de todos os fundos municipais, inclusive o bilionário Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano). Atualmente, há R$ 1 bilhão em caixa. A gestão tucana afirma já ter estabelecido ao menos R$ 1,1 bilhão para gastos em saúde focados no coronavírus. Somente os dois hospitais de campanha, no Anhembi e Pacembu, com mais de 2 mil leitos, custarão R$ 50 milhões, entre construção e custeio. Covas também sancionou emenda do presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), que cria uma instância acima da Controladoria em processos administrativos. A Câmara afirma que a emenda foi proposta em acordo com o governo, com objetivo de proporcional amplo julgamento, devido às medidas de relaxamento de contas trazidas pelo coronavírus. O controlador da cidade, Gustavo Ungaro, porém, considera a medida ilegal.



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